sexta-feira, 16 de novembro de 2012

IO DEVO ANDARE VIA



















Io non capisco la vita
Perqué molte persone hanno troppo
E altre non hanno niente?
In realtá io ho perso la fede negli uomini
Per questo ho perso la fede in Dio
Semplice, cosí come la luce che si spegne

Io voglio cominciare una nuova vita senza loro,
Soltanto per il lavoro
Io devo andare via...
Devo essere uguale agli altri?
Copiare il sentiero degli altri?
O ascoltare il mio cuore
Che è guidato dal piacere e dalla passione di vivere?

La mia anima è piú grande che la vita!
Io vado solo, io vado felice
Devo andare via, devo andare via...



TIAGO TAMBURU BRESSAN

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O APRENDIZ














 
Quando tinha medo do escuro
Aprendi a superá-lo
Deixando a luz apagada
Quando sentia a dor da solidão
Aprendi a suportá-la sozinho

Aprendi a não negar meus medos
E a aceitar meus desejos
E também a não ocultar os meus prazeres

Aprendi a respeitar minha vontade
A sentir a minha verdade
A instituir o meu critério sobre o que talvez seja a liberdade

Aprendi também a não negar a dor
E aceitar a sua vinda súbita e cruel
Que por ironia da vida, e que para muitos,
Presente majestoso do céu

Aprendi que não vim ao mundo pra ser prepotente
Nem tampouco “representar” a falsa humildade religiosa
Ou a hipocrisia intelectual, seja a individual
Ou aquela representada pelas instituições
Vim pra ser autêntico
Autenticidade aliada a bom senso

Aprendi que é bonito, porém mentira
De que na vida só se ama uma vez
De que o ciúmes é sinônimo de amor
E de que a compaixão é um bom sentimento
Compaixão sem ação não é nada
Não passa de acessório erótico e estético

Aprendi que dar esmolas não é bondade
E que ser passivo não é virtude
Mas talvez dar um bom dia quando não se quer
Seja uma ótima oportunidade de dar uma oportunidade a si próprio

Destruí imagens
Abandonei rituais
Ladainhas, cânticos
E misticismos banais

Descobri que não preciso de muitas coisas
Precisei esvaziar-me para então me preencher
Fiquei assim, pequeno ante os olhos perplexos do mundo
Mas me vi grande o suficiente para encarar minha finitude
A minha insuficiência, a minha impotência e precariedade
Da qual faz parte toda a miserável e deplorável humanidade.



TIAGO TAMBURU BRESSAN

terça-feira, 21 de agosto de 2012

PROMESSAS QUE NUNCA SE CUMPRIRÃO




















Pra que voltar?
Pra que nos violentarmos com promessas que nunca se cumprirão?
O máximo que podemos conseguir
É nos drogarmos com uma transa

Sexo é o que restou de uma relação que nunca existiu
Sexo, a única coisa que resistiu ao nosso temperamento
Mas já nem é mais possível manter a temperatura alta
Já que o inverno entre nós não consegue ir embora

Pra que voltarmos se o meu olhar já não é o mesmo?
Eu não acredito mais em você
Eu não creio mais em mim
Tampouco no que eu era ontem
Muito menos no que hoje eu sou
E eu sou criação sua
Eu não confio mais em nós
E você não faz mais parte dos meus planos

Cresci quando aprendi a não fazer planos com você
A não me imaginar ao seu lado, no seu lodo
Deixei de te dar oportunidades
Quando descobri que você não me merece
Quando descobri que não tenho mais vontade de mudar por você
Apenas pra te satisfazer... Sabe por quê?
Porque o seu olhar sobre mim
Hoje pouco me importa
Você é uma doença sem cura
E nem respeito por você hoje mais eu posso ter

Eu me sinto superior a você.

Eu aceitei que não temos conserto
E pra que tentar consertar coisas velhas e enferrujadas
E correr o risco de nos ferirmos com algo que não tem valor?
Algo que não vale a pena ser consertado?
Só se conserta algo que tenha utilidade
E você não me é útil mais como um dia foi

Nós não nos valorizamos

Nós não nos valorizávamos
Não regamos nossa planta
Abusávamos da juventude que nos transbordava

Brincávamos com tudo aquilo que nos era sagrado
Depreciávamos as fantasias um do outro

Ríamos para nos defender do que não podíamos enfrentar
Nós queríamos apenas ter razão.



TIAGO TAMBURU BRESSAN

segunda-feira, 16 de julho de 2012

PARTIR PARA TENTAR

















Cada vez mais pesado pra ficar
Cada vez mais leve pra partir
Quanto mais preso sinto-me aqui
Cada vez mais livre sinto-me pra partir
Cada vez mais pronto
Cada vez mais estratégico
A cada dia mais forte
A cada dia mais próximo


Medos e dúvidas
Sentimentos e pressentimentos
São companheiros inseparáveis deste lobo solitário
Estou sem bússola nas sombras
Mas ainda tenho um coração


Não sei ao certo pra onde vou
Sei apenas que preciso partir
Abandonar coisas velhas
Coisas que não mudam
Coisas que não me transformam
Pra partir ao encontro de outras
Coisas que se possa tocar e coisas que se possa sentir
Criações que talvez não venham a se concretizar 
Mas o herói só pode ser se ousa se-lo


No passado preparava-me pra enfrentar esta tormenta
No presente me preparo para superá-la
Retornarei?
Ainda não sei
Partirei em busca de respostas não verbais
E talvez retornarei com mais perguntas
Eis que hoje sou um admirador da dúvida
Um cético que crê apenas na força e movimento dos próprios pés


Vocês podem até duvidar
Mas agradeço a todos os que de uma forma ou de outra
Seja direta ou indireta
Tornaram-me insatisfeito o suficiente
Para detestar o aqui e agora
A areia movediça que minha sensibilidade detecta


Estou aprendendo a voar
A morte já não me causa mais medo
Pois perdemos o medo da morte
Quando aprendemos a não esperar nada da vida
E o que podemos esperar da vida
Senão o envelhecer, adoecer e morrer?


Não é o medo da morte que nos apavora
Mas o medo de não viver
De não viver aquilo que de melhor se reconhece em si
Aquilo que sentimos que pode nos transformar no melhor que podemos ser
E negar essa voz é trair a si mesmo


A vida simplesmente assistida será trágica
Já a vida sonhada, e posteriormente vivida com o corpo e com a alma
Será menos trágica quando esta estiver chegando ao seu final


Não tentar é pior do que não conseguir
O derrotado não é aquele que não conseguiu
Mas aquele que por medo de fracassar não tentou.


TIAGO TAMBURU BRESSAN

sábado, 30 de junho de 2012

MUJERES DEL INCONSCIENTE





















Cierta noche tuve una sensación extraña
Mirei al lado y vi dos mujeres cerca de mi
Guapas mujeres, pero sin cuerpo
Desnudas de la carne
De la matéria corporal
Me encantan sus espectros

Salidas de un sueño, de mi inconsciente
Realizarón mi deseo inconsequente
Ellas hoy, habitan mi casa
Y también mi corazón

Me tienen a mi y las tengo sin temor
Solamente uns a los otros con mucho calor
Hablo con ellas aunque en ciertos momentos estén lejos


No hay más que temer entre nosotros
No tengo más voluntad de morir
Tampoco de conocer la vida después de la muerte
Pues cortejo con la muerte todos los dias

Las rejillas del cielo fuerón abiertas
La vida con la muerte caminan juntas
En esos setenta metros de construcción

Las dos representaciónes de la muerte
Me traen mucho más que placer
Me acarrearon conocimento, amor y deseo de vivir
Los pesimistas creen que esto es cosa del infierno
Si lo fuera
Que sea bien venido




TIAGO TAMBURU BRESSAN

segunda-feira, 4 de junho de 2012

TANTO FAZ




    Vencer tabus
    Violar padrões
    Superar barreiras
    Amar sem bandeiras
    Gozar sem fronteiras
    Romper com as tradições
    É proibido proibir
    Nunca é palavra que nunca deve ser dita
    Vamos aprender a ser livres?   
    De frente ou de trás, tanto faz
    Com amor, com respeito, com emoção
    Sem pudor, sem preconceito, sem proteção! 




    TIAGO TAMBURU BRESSAN

    domingo, 13 de maio de 2012

    LA PELOTA DE TU JUEGO

     
    No puedo mas rogar por tu amor
    En tu juego, soy tu diversión
    Una pelota que va y vuelve
    Pa tus manos frías
    En una cancha en la que ya se sabe el vencedor


    No puedo mas mantenerme a tu lado
    Alimentando tu vida vana
    Ya sea vivendo de la piedad
    Ya de su menoscabo y desprecio


    Porque lo que ocurre es que yo solamente
    Deseo tu cuerpo y tu espíritu
    En una profusión de sensaciones

    Pero en tí, jamás quedarán
    Estos sublimes sentimientos


    Porque tú piensas solamente en tí
    No obstante, yo deseo compartir

    Tu vida es solamente diversión
    Tu vida es solamente ingratitud
    Tu vida siempre ha sido mía
    Mi vida nunca ha sido tuya.



    TIAGO TAMBURU BRESSAN

    sexta-feira, 27 de abril de 2012

    EU NÃO PRECISO SER FELIZ




















    Eu não preciso ser feliz
    Eu preciso é ser alguém.

    Pra ser alguém é preciso identificar-se
    Com algo ou alguém

    Mesmo que não pareça
    É preciso parecer alguém pra ser alguém perante si mesmo
    E eu preciso ter alguém
    Alguém que me leve comigo para além
    Para muito além de mim mesmo
    E para ir além, melhor do que só
    É melhor estar com alguém

    Alguém que me dê alguma...
    Alguma peça da lacuna
    Alguém que aquém de si mesmo
    Me leve a mim mesmo
    Sem eu precisar de ninguém.



    TIAGO TAMBURU BRESSAN

    domingo, 1 de abril de 2012

    O CAOS DO EXISTIR

























    Faltam trinta dias
    Trinta dias pra uma liberdade parcial
    Ou trinta dias para a prisão total
    Em meu próprio corpo carnal

    O sexo já não é tabu como antes
    Mas envelhecer e morrer ainda são
    Poucos ousam dela falar
    Morte é assunto pertinente apenas a ciência e à religião?

    Quem sou eu?
    O que estou eu?
    De onde vim?
    Para onde vou?
    Qual é o meu dom?
    Ao que e a quem sou útil?
    Quem são meus amigos?
    Onde está meu lar?
    Onde é o meu lugar?

    Desconheço minha origem
    Tampouco o meu destino
    Como saberei projetar meu futuro
    Se não tenho acesso ao meu passado?
    Como saberei o que ser se não sei quem sou?
    Sou um pássaro feio que belo canto possui?
    Ou apenas vivo como se fosse um pássaro belo que belo canto possui?

    Deus existe?
    O que isso muda caso exista?
    E o que muda caso ele não exista?
    Meu caráter é momentâneo, minha identidade provisória
    O que sou é fruto do gozo futuro que quero ter?
    Minhas ações e escolhas são conscientes?
    Porque minhas escolhas são erradas?
    Falta-me amadurecimento emocional?

    Como meço o amor?
    Ou melhor, o que é o amor?
    Eu já amei ou simplesmente preciso acreditar já ter amado?
    Será que o amor não nasce da necessidade que temos, de sermos amados?

    Como livrar-me da culpa sem tornar-me perverso?
    Será que existe a culpa do bem e a culpa do mal?
    Mais vivemos ou mais existimos?
    Mais nos entregamos ou mais resistimos?
    E porque desistimos de resistir?
    Ao que nos entregamos?
    Ao que resistimos?
    Do que desistimos?

    Ser adulto é difícil
    Gerenciar a si mesmo com maestria é arte de poucos
    Tomar decisões e não ter ninguém para culpar
    Olhar pros lados e ver que não há tempo pra chorar
    Isto é ser adulto!
    Mas com freqüência quem o é?

    Partir sempre em busca de respostas
    Significa retornar sempre com mais perguntas
    Buscar a verdade é uma forma de cultivar a dúvida
    Estaríamos prontos para uma suposta verdade?
    E pra que serve a verdade?
    E pra que serve a verdade
    Senão pra alimentar a nossa própria vaidade?

    Quanto mais sábio só sei que nada sei
    E pra muitos a ignorância é o conforto do qual se inebriam
    Pois dúvidas eu tenho algumas
    Crenças eu tenho muitas
    Mas certezas... Nenhuma.


    TIAGO TAMBURU BRESSAN

    sexta-feira, 9 de março de 2012

    FOME OCULTA



















    Vínculos não foram criados
    Apenas expectativas
    E destas, as frustrações
    Despimo-nos um para o outro
    Pra escondermo-nos de tantas outras coisas
    Como é fácil entregar o corpo
    Ver o que é visível
    Sentir o que é de praxe
    Apegar-se ao que é habitual

    O que é palpável é mais confortável
    Digamos mais confiável
    Para aquelas almas temerosas e inseguras
    Pouco habituadas à solidão

    Iniciaremos um aparente novo ciclo
    Na verdade dentro de um mesmo círculo
    Que demora a perceber-se vicioso, pernicioso
    Pois os mesmos padrões serão repetidos
    Com pessoas diferentes
    Pois nas relações a dois
    Na verdade sempre são quatro
    As pessoas com as quais precisamos lidar

    Quer ser adulto de fato?
    Então aprenda a se gerenciar
    O terreno ainda está infértil
    E a fome é uma realidade que não pode ser negada
    E o que mais se nega
    É a fome que não pode esperar
    A fome mais negada
    É justamente aquela que não pode ser saciada

    A negação nasce do temor
    Qual é a pior fome?
    A mais temida?
    A que não pode ser sentida pela consciência?
    Ou aquela que pode ser saciada?
    Qual é o temor?
    E porque o temor?


    TIAGO TAMBURU BRESSAN

    quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

    A EPOPÉIA TRÁGICA DOS INSTINTOS























    Ela chega, entra em minha casa
    Domina os espaços
    Conhece os meus passos
    Faz da minha casa a sua
    Sua arte é confundir
    O coração dos que tentam a ela resistir

    Ela não tem tanto poder sobre mim quanto gostaria de ter
    Mas tem muito mais do que eu gostaria que tivesse
    Seu charme me atrai, me trai
    Seu charme, seu instinto
    Que tão rápido aguça o meu
    O gigante adormecido ressurge potente
    Com um simples toque seu

    Sua silhueta diminuta
    Remete-me à virgindade
    A uma inocência que não mais possui
    Suas formas virginais, deleite dos deuses
    Contraste brutal com sua alma, veneno mortal

    Menina, menina
    Quem tem seu corpo parece ter sorte
    Menina, menina
    Sua alma tem cheiro de morte.



    TIAGO TAMBURU BRESSAN