
Se não te dou afeto eu não te afeto
Se te dou carinho eu te constranjo
Se não faço sexo eu te alivio a culpa
Quem é você que aqui nunca está?
Quem é você que nunca está no mesmo lugar?
Alma fria em um corpo morno
Senhora de si apenas da rua pra fora
Traz nos lábios palavras decoradas
Pra impressionar amigos que já não mais te impressionam
Mas basta eu te deixar
Pra você me procurar
Meu gelo acende o teu fogo
Teu fogo já não me queima como antes
Suas armas sexuais já não são mais fatais
Só sabes demonstrar amor sob pressão
Por vezes vestido de ódio, vingança e incompreensão
Na vida privada tudo entre nós é privado
Não há espaço para a criação, apenas a reprodução
Tudo é decorado e calculado
Tudo segue ritos e às vezes eu quero é gritos
É o psicológico em tempo integral sob pressão
Reconheça-se e menos apareça
Reconheça-se, cresça e desça
Pois teu altar é mera ilusão
Teu amor só é possível no palco
Tua sensualidade é teatral e superficial
Teu sexo é performático
Você ama o desejo, não o amor
Teu prazer está no desconforto, no sofrimento e na dor
Negas, pois se conhece muito pouco
Tua indumentária engana os menos observadores
Veste-se da nudez para compensar a mudez
Que desvenda-lhe a inaptidão intelectual e emocional
Teu orgasmo, teu gozo, não está no outro
Mas na sua própria interpretação.
TIAGO TAMBURU BRESSAN
Salllllllvaaaaaaa de palmas !!!!!!..."J",rs
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