domingo, 19 de junho de 2011

BONECA DE PANO











Trocou a sagrada liberdade

Por jóias profanas

Vendeu o prazer para obter segurança

Quando começou a temer o risco

Perdeu-se com ele a esperança


A acomodação acomodou-se e instalou-se como parasita

O ideal de aprendizado

Foi substituído pelo de conforto


Trocou as paixões pela reputação

O medo fóbico de ser puta

A fez escrava não só da falsa moralidade

Mas também da ilusão


Fantoche de um magnata

Reduz a própria existência

Transformando-a em mero objeto de arquitetura e decoração

E a fragilidade da adolescência se faz notar

Nas escolhas que agora faz

Trocou as belas asas

Por uma gaiola de ouro


A insegurança a fez buscar a técnica

A técnica venceu a improvisação e a espontaneidade

Perdeu a própria alma pelos shoppings que frequenta

E a auto - estima pelos amores que por medo não viveu

Sem que saiba, negou a própria humanidade

Deixou de ser mulher de carne

Pra tornar-se boneca de pano.



TIAGO TAMBURU BRESSAN

Um comentário:

  1. ok,,,,,,aceito,rs,mil beijos.

    é a mais pura crua e nua realidade.

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