É nobre morrer pelo outro
Porém medíocre deixar de viver para si.
Devemos conviver com o outro, e não ser o outro.
Podemos nos dedicar ao outro
Mas não vivermos em função do outro.
É importante nos entregarmos ao outro
Sem jamais perder o contato conosco mesmo.
É engrandecedor viver com o outro, mas nunca pelo outro.
É útil entregar-se à relação, e não perder-se nela.
Renunciar pode ser útil, mas anular-se será sempre danoso.
Amar será sempre útil
Mas sofrer por amor nunca será amor, portanto, inútil.
O outro não é nossa vida, nossa força
Nosso brinquedo e nem nossa meta.
O outro não deve ser o nosso ideal de vida
Ele deve ser ele mesmo, o outro.
Devemos aprender a compartilhar,
Desenvolver projetos, idéias e ideais com o outro.
O outro não é nossa garantia
Nunca foi e nunca será
Pois o outro não tem a obrigação de nos garantir
Ou de tornar estável
A nossa própria instabilidade emocional.
A função do outro em nossa vida é a de somar
Acrescentar com o que já existia em nós
Antes da sua chegada.
O problema é que poucos têm o mínimo
Que os garanta em seu próprio interior.
Como já disse, a função do outro é somar
E se o outro nada nos acrescentar,
Muito menos deve subtrair.
Nós não somos o outro e o outro não é nós,
Nós fazemos parte um do outro.
Nós somos nós e outro é o outro.
Nós devemos fazer parte da vida do outro
E outro parte de nós.
Eu preciso do outro, mas não devo depender do outro.
Minha meta sou eu, mas meu projeto somos nós.
Tiago Tamburu Bressan
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