sábado, 8 de agosto de 2009

A FILOSOFIA DO FORTE




















É nobre morrer pelo outro

Porém medíocre deixar de viver para si.

Devemos conviver com o outro, e não ser o outro.

Podemos nos dedicar ao outro

Mas não vivermos em função do outro.

É importante nos entregarmos ao outro

Sem jamais perder o contato conosco mesmo.

É engrandecedor viver com o outro, mas nunca pelo outro.

É útil entregar-se à relação, e não perder-se nela.

Renunciar pode ser útil, mas anular-se será sempre danoso.

Amar será sempre útil

Mas sofrer por amor nunca será amor, portanto, inútil.

O outro não é nossa vida, nossa força

Nosso brinquedo e nem nossa meta.

O outro não deve ser o nosso ideal de vida

Ele deve ser ele mesmo, o outro.

Devemos aprender a compartilhar,

Desenvolver projetos, idéias e ideais com o outro.

O outro não é nossa garantia

Nunca foi e nunca será

Pois o outro não tem a obrigação de nos garantir

Ou de tornar estável

A nossa própria instabilidade emocional.

A função do outro em nossa vida é a de somar

Acrescentar com o que já existia em nós

Antes da sua chegada.

O problema é que poucos têm o mínimo

Que os garanta em seu próprio interior.

Como já disse, a função do outro é somar

E se o outro nada nos acrescentar,

Muito menos deve subtrair.

Nós não somos o outro e o outro não é nós,

Nós fazemos parte um do outro.

Nós somos nós e outro é o outro.

Nós devemos fazer parte da vida do outro

E outro parte de nós.

Eu preciso do outro, mas não devo depender do outro.

Minha meta sou eu, mas meu projeto somos nós.



Tiago Tamburu Bressan

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