sábado, 20 de junho de 2009

CONSTATAÇÃO ONÍRICA















Meus sonhos dizem-me quem sou
Sagrado e profano se confessam
Se completam
Numa dança insinuante
Em busca do amor
Venero a carne, venero a alma
Através dos símbolos, dos épicos
Tudo cuspido e escarrado
Meu interior violado
Nesse reino onde tudo é permitido
Onde nada é proibido
Não existe inocente, muito menos culpado
Minhas ambições descobertas
Minhas vaidades expressas
Pensamentos inconfessáveis
Desejos reprimidos por anjos proibidos
As máscaras destruídas
A vida reconstituída
Sonhos são como dedo na ferida
Sou peixe ferido
Desbravador dos oceanos
Com futuro promissor.


Tiago Tamburu Bressan




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