Eu preciso consumir
Pra que a dor da desilusão não me consuma
Minha consciência vaga nos guetos do pecado
De um passado mal vivido
Nascido na dor de um conflito
Eu vivo hoje
Dividido entre o caos de dois estandartes
Será que essa guerra terá fim?
Mesmo sendo jovem sinto estar no fim
O corpo vivo, a alma morta
Pra me defender
Busco ser o que eu não sou
Pra ninguém me descobrir
Vivo armado, afiado, personificado de guerreiro
Tento ser forte
Mas por baixo do elmo
A lesão é grande
A energia oscilante
Por isso transformo utopias em ideais
Os pais em marginais
Conceitos perigosos são os que mais me apraz
Mas eu prometo
Essa noite tudo terá fim
Essa noite tudo terá fim
Tudo!
Tiago Tamburu Bressan
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