sábado, 30 de agosto de 2014

SIMBIOSE PSÍQUICA























Estou de volta!
Tu podes me atender?
Não preciso do seu toque,
Do seu beijo, do seu sexo.
Não preciso de ti!
Preciso dos seus olhos!
Olhos que me veem como me vejo
E eu me vejo através dos seus olhos
Olhos de desejo, de admiração
Olhos de respeito, olhos de querer.
Seus olhos... Olhar que preciso pra viver.
Quando nos olhamos nossas almas se sintonizam,
Entram em ação, vibram na mesma frequência
Em uma cósmica comunhão.
Mas hoje eu tenho alguém.
E tu também
E isso não é problema.
Já que não precisamos dos nossos corpos pra nos amar
Quando nossas almas poderão enfim se encontrar?




TIAGO TAMBURU BRESSAN

sábado, 27 de abril de 2013

MUJER, YO TE BENDIGO




Quitáme la vida
Pero antes besa a mi boca
Trae el dolor
Pero no me olvides
Cegame, pero permitas que te sintas
Sólo tengo a tí
Por lo tanto no me decepciones
Y cuándo ya no pueda tenerte más como mujer
Que yo te tenga como a una hermana
Sí estuvieres libre, sólo te pido que comparta a mi lado
Um rato de ilusión
Saca afuera el tumor de mi alma
Y lo regála a los perros
Compartelo con los buitres
Sacia la hambre por las calles sucias
Y regreses limpia hasta que la muerte nos separe
Mujer, yo te bendigo...Amén.



TIAGO TAMBURU BRESSAN

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

IO DEVO ANDARE VIA



















Io non capisco la vita
Perqué molte persone hanno troppo
E altre non hanno niente?
In realtá io ho perso la fede negli uomini
Per questo ho perso la fede in Dio
Semplice, cosí come la luce che si spegne

Io voglio cominciare una nuova vita senza loro,
Soltanto per il lavoro
Io devo andare via...
Devo essere uguale agli altri?
Copiare il sentiero degli altri?
O ascoltare il mio cuore
Che è guidato dal piacere e dalla passione di vivere?

La mia anima è piú grande che la vita!
Io vado solo, io vado felice
Devo andare via, devo andare via...



TIAGO TAMBURU BRESSAN

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O APRENDIZ














 
Quando tinha medo do escuro
Aprendi a superá-lo
Deixando a luz apagada
Quando sentia a dor da solidão
Aprendi a suportá-la sozinho

Aprendi a não negar meus medos
E a aceitar meus desejos
E também a não ocultar os meus prazeres

Aprendi a respeitar minha vontade
A sentir a minha verdade
A instituir o meu critério sobre o que talvez seja a liberdade

Aprendi também a não negar a dor
E aceitar a sua vinda súbita e cruel
Que por ironia da vida, e que para muitos,
Presente majestoso do céu

Aprendi que não vim ao mundo pra ser prepotente
Nem tampouco “representar” a falsa humildade religiosa
Ou a hipocrisia intelectual, seja a individual
Ou aquela representada pelas instituições
Vim pra ser autêntico
Autenticidade aliada a bom senso

Aprendi que é bonito, porém mentira
De que na vida só se ama uma vez
De que o ciúmes é sinônimo de amor
E de que a compaixão é um bom sentimento
Compaixão sem ação não é nada
Não passa de acessório erótico e estético

Aprendi que dar esmolas não é bondade
E que ser passivo não é virtude
Mas talvez dar um bom dia quando não se quer
Seja uma ótima oportunidade de dar uma oportunidade a si próprio

Destruí imagens
Abandonei rituais
Ladainhas, cânticos
E misticismos banais

Descobri que não preciso de muitas coisas
Precisei esvaziar-me para então me preencher
Fiquei assim, pequeno ante os olhos perplexos do mundo
Mas me vi grande o suficiente para encarar minha finitude
A minha insuficiência, a minha impotência e precariedade
Da qual faz parte toda a miserável e deplorável humanidade.



TIAGO TAMBURU BRESSAN

terça-feira, 21 de agosto de 2012

PROMESSAS QUE NUNCA SE CUMPRIRÃO




















Pra que voltar?
Pra que nos violentarmos com promessas que nunca se cumprirão?
O máximo que podemos conseguir
É nos drogarmos com uma transa

Sexo é o que restou de uma relação que nunca existiu
Sexo, a única coisa que resistiu ao nosso temperamento
Mas já nem é mais possível manter a temperatura alta
Já que o inverno entre nós não consegue ir embora

Pra que voltarmos se o meu olhar já não é o mesmo?
Eu não acredito mais em você
Eu não creio mais em mim
Tampouco no que eu era ontem
Muito menos no que hoje eu sou
E eu sou criação sua
Eu não confio mais em nós
E você não faz mais parte dos meus planos

Cresci quando aprendi a não fazer planos com você
A não me imaginar ao seu lado, no seu lodo
Deixei de te dar oportunidades
Quando descobri que você não me merece
Quando descobri que não tenho mais vontade de mudar por você
Apenas pra te satisfazer... Sabe por quê?
Porque o seu olhar sobre mim
Hoje pouco me importa
Você é uma doença sem cura
E nem respeito por você hoje mais eu posso ter

Eu me sinto superior a você.

Eu aceitei que não temos conserto
E pra que tentar consertar coisas velhas e enferrujadas
E correr o risco de nos ferirmos com algo que não tem valor?
Algo que não vale a pena ser consertado?
Só se conserta algo que tenha utilidade
E você não me é útil mais como um dia foi

Nós não nos valorizamos

Nós não nos valorizávamos
Não regamos nossa planta
Abusávamos da juventude que nos transbordava

Brincávamos com tudo aquilo que nos era sagrado
Depreciávamos as fantasias um do outro

Ríamos para nos defender do que não podíamos enfrentar
Nós queríamos apenas ter razão.



TIAGO TAMBURU BRESSAN

segunda-feira, 16 de julho de 2012

PARTIR PARA TENTAR

















Cada vez mais pesado pra ficar
Cada vez mais leve pra partir
Quanto mais preso sinto-me aqui
Cada vez mais livre sinto-me pra partir
Cada vez mais pronto
Cada vez mais estratégico
A cada dia mais forte
A cada dia mais próximo


Medos e dúvidas
Sentimentos e pressentimentos
São companheiros inseparáveis deste lobo solitário
Estou sem bússola nas sombras
Mas ainda tenho um coração


Não sei ao certo pra onde vou
Sei apenas que preciso partir
Abandonar coisas velhas
Coisas que não mudam
Coisas que não me transformam
Pra partir ao encontro de outras
Coisas que se possa tocar e coisas que se possa sentir
Criações que talvez não venham a se concretizar 
Mas o herói só pode ser se ousa se-lo


No passado preparava-me pra enfrentar esta tormenta
No presente me preparo para superá-la
Retornarei?
Ainda não sei
Partirei em busca de respostas não verbais
E talvez retornarei com mais perguntas
Eis que hoje sou um admirador da dúvida
Um cético que crê apenas na força e movimento dos próprios pés


Vocês podem até duvidar
Mas agradeço a todos os que de uma forma ou de outra
Seja direta ou indireta
Tornaram-me insatisfeito o suficiente
Para detestar o aqui e agora
A areia movediça que minha sensibilidade detecta


Estou aprendendo a voar
A morte já não me causa mais medo
Pois perdemos o medo da morte
Quando aprendemos a não esperar nada da vida
E o que podemos esperar da vida
Senão o envelhecer, adoecer e morrer?


Não é o medo da morte que nos apavora
Mas o medo de não viver
De não viver aquilo que de melhor se reconhece em si
Aquilo que sentimos que pode nos transformar no melhor que podemos ser
E negar essa voz é trair a si mesmo


A vida simplesmente assistida será trágica
Já a vida sonhada, e posteriormente vivida com o corpo e com a alma
Será menos trágica quando esta estiver chegando ao seu final


Não tentar é pior do que não conseguir
O derrotado não é aquele que não conseguiu
Mas aquele que por medo de fracassar não tentou.


TIAGO TAMBURU BRESSAN

sábado, 30 de junho de 2012

MUJERES DEL INCONSCIENTE





















Cierta noche tuve una sensación extraña
Mirei al lado y vi dos mujeres cerca de mi
Guapas mujeres, pero sin cuerpo
Desnudas de la carne
De la matéria corporal
Me encantan sus espectros

Salidas de un sueño, de mi inconsciente
Realizarón mi deseo inconsequente
Ellas hoy, habitan mi casa
Y también mi corazón

Me tienen a mi y las tengo sin temor
Solamente uns a los otros con mucho calor
Hablo con ellas aunque en ciertos momentos estén lejos


No hay más que temer entre nosotros
No tengo más voluntad de morir
Tampoco de conocer la vida después de la muerte
Pues cortejo con la muerte todos los dias

Las rejillas del cielo fuerón abiertas
La vida con la muerte caminan juntas
En esos setenta metros de construcción

Las dos representaciónes de la muerte
Me traen mucho más que placer
Me acarrearon conocimento, amor y deseo de vivir
Los pesimistas creen que esto es cosa del infierno
Si lo fuera
Que sea bien venido




TIAGO TAMBURU BRESSAN